Talvez o símbolo desta geração seja a bicicleta ergométrica.
Ela representa o que muita gente tem - excesso de peso.
Ela representa o que muita gente quer - ser diferente
E representa o que muita gente passa muito tempo fazendo - pedalando furiosamente e não chegando a lugar nenhum. Grande atividade, pouca realização. O tanque do automóvel, as fraldas, as contas, o relógio.
As paredes do escritório pintadas com o cinza da rotina. As casas feitas com a madeira da monotonia. Muitos vivem a vida na bicicleta ergométrica. Dia após dia, fazendo a mesma coisa e vendo o mesmo cenário. Existe algum fim para este túnel cinzento?
Sim existe.
Volte comigo na historia uns 2 mil anos. Vamos até Roma.
A excitante metrópole dos gladiadores, das brigas e do império. Mas não pare no Coliseu nem no palácio. Vá direto a uma sala pequena e pouco atraente, rodeada por altas paredes. Vamos espreitá-las e observar.
Lá dentro, vemos um homem sentado no chão ele é um senhor idoso calvo e com os ombros curvados. Ele tem correntes nas mãos e nos pés. E, acorrentado a ele esta um guarda do exercito romano.
É o apóstolo Paulo. O apóstolo que viajou pelo mundo. O apóstolo que libertou as pessoas em todos os portos. O apóstolo que era exclusivamente dominado pela vontade de Deus, agora acorrentado – preso em uma casa suja – a um oficial romano.
Aqui esta um homem cheio de razões para estar deprimido: confinado por paredes; afligido pelos amigos (Fp 1.15); ameaçado pelo perigo (Fp 1.21).
Ele esta escrevendo uma carta. Sem duvida, uma carta de reclamações a Deus, uma lista de queixas. Ele tem todas as razões para estar amargurado e reclamar. Mas não o faz. Em vez disso ele escreve uma carta que, 2 mil anos mais tarde, ainda é conhecida como um tratado de alegria.
Parece interessante? Claro que sim! Quem não usaria um guia de alegria neste mundo? Por que você não passa algum tempo com ela? Desmonte a bicicleta que não o leva a lugar nenhum e siga Paulo, que o conduzira pela trilha da paz.
Leia: Carta aos Filipenses

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