Anne Graham, a filha do evangelista Billy Graham, estava sendo entrevistada num programa de televisão nos EUA, dias após um massacre ter acontecido no final dos anos 90 em uma escola norte-americana quando um atirador maluco causou a morte de 36 crianças e o ferimento em outras dezenas. Foi perguntado a ela: “Como é que Deus permitiu algo tão horroroso e cruel?”
Anne Graham respondeu com muita sabedoria. Disse ela: “Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. No entanto, por muitos anos nós, norte-americanos, temos dito para Deus não interferir em nossa vida, sair do nosso governo e das nossas escolas. Sendo ele um cavalheiro como é calmamente nos deixou. Como esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que ele não se envolvesse mais conosco?
À vista de tantos acontecimentos recentes como ataque de terroristas e esse tiroteio na escola, é preciso fazer algumas considerações.
Eu creio que tudo começou quando Madelin Murray O´hare (que foi assassinada) se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas norte-americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião, e deixamos de orar com os alunos.
Depois disso, alguém propôs que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas, a Bíblia que ensina sobre não matar, não roubar e que devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com isso também.
Logo depois o Dr. Benjamin Spock disse que os pais não deveriam bater em seus filhos quando eles fossem rebeldes, porque a personalidade deles, em formação, ficaria distorcida e isso poderia prejudicar sua auto-estima (o filho dele se suicidou). E nós dissemos: “Um perito nesse assunto deve saber o que está falando”. E então concordamos com ele também.
Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar os alunos que se comportassem mal.
Então ficou decidido que nenhum professor poderia corrigir os seus alunos.
Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas quisessem. E nós aceitamos sem ao menos questionar as conseqüências disso.
Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantos preservativos quantos quisessem, para que pudessem se divertir à vontade. E nós dissemos: “Está bem!”
Então alguém tomou a iniciativa de imprimir revistas com fotografias de mulheres nuas, dizendo que isto era uma coisa sadia e a apreciação natural do corpo feminino. E isso foi aceito. Depois outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de crianças nuas, e foi mais além ainda, colocando-as à disposição de todos pela internet. E nós dissemos: “Está bem, isto é democracia”.
Agora nós estamos perguntando por que nossos filhos não têm consciência, e porque não sabem distinguir entre o bem e o mal, o certo e o errado, porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas e até a si próprios!
Se nós analisarmos seriamente a nossa sociedade, iremos facilmente compreender que estamos colhendo aquilo que semeamos!
Uma menina escreveu um bilhete para Deus: “Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?” A resposta dele só poderia ser esta: “Querida, não me deixam entrar nas escolas há bastante tempo!”
É notável como as pessoas simplesmente culpam a Deus pelas tragédias, mas não querem entender que o mundo está indo a passos largos para o inferno.
É triste ver como tantos crêem em tudo que os jornais e a TV dizem, mas duvidam do que a Bíblia ensina.
Quase todo mundo quer ir para o céu, desde que não precise aceitar crer, nem obedecer qualquer coisa que a Bíblia ensina. Não devemos responsabilizar a Deus, mas a nós mesmos, pelas tragédias que acontecem em nossa sociedade.